segunda-feira, 19 de junho de 2017

Colina- tira 16- Leo Vieira

Colina é uma coala muito arteira e criativa. Vive sonhando acordada e tudo é motivo para  
distração e brincadeiras. Ela é uma das guardiãs do Coliseu dos Quadrinhos.  Acompanhem suas 
travessuras nas páginas assinadas por Leo Vieira.


® Leo Vieira- Direitos Reservados

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Colina- tira 15- Leo Vieira

Colina é uma coala muito arteira e criativa. Vive sonhando acordada e tudo é motivo para
distração e brincadeiras. Ela é uma das guardiãs do Coliseu dos Quadrinhos.  Acompanhem suas
travessuras nas páginas assinadas por Leo Vieira.

® Leo Vieira- Direitos Reservados

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Tagarelando: Robson Marone


Ele é quadrinista independente nascido na cidade de Vigia de Nazaré, cidade conhecida por grandes ocorrências de fenômenos sobrenaturais. Durante sua infância o universo dos heróis e do místico se fez presente em desenhos animados, filmes, livros e muita contação de história por parte de seus pais e avós.  A imaginação era o ponto forte, onde junto com uma de suas irmãs brincava que era o Homem Pássaro e ela o Vingador, além fantasiar outros personagens do universo dos quadrinhos.
Apesar de viver ouvindo histórias sobre monstros e lendas, não era tão corajoso a ponto de assistir seus filmes preferidos sozinho: Alien, Um lobisomem americano em Londres, 
Poltergaist, Sexta-feira 13 e a Hora do Pesadelo. Esse medo vinha das sessões de histórias de visagens, contadas no final da tarde por suas avós, Maria da Luz ou Carlota Lisboa (in memorian), que enchiam sua imaginação de pavor.
Ele é um cara cheio de vida e tem muita história pra nos contar. Com vocês, Robson Marone!



Coliseu dos Quadrinhos- Robson, como foi sua infância e adolescência? Os quadrinhos fizeram parte na sua rotina?
Robson Marone- Tive uma infância divertida. Comecei a desenhar com uns seis anos de idade, sempre ganhei muitos brinquedos dos meus pais e eles sempre levavam eu e minhas irmãs para viajar pelas cidades interioranas do Pará, praias, igarepés... Eu gostava muito de ler (e ainda gosto) enciclopédias, atlas, assistia muitos desenhos animados e que no início uma grande inspiração para começar a desenhar; adorava filmes e séries.
Na adolescência não mudou muita coisa; apenas eu fiquei mais viciado em filmes, pratiquei artes marciais, continuei a desenhar bastante e tive uma amizade com meus primos muito forte, pois eles gostavam das mesmas coisas que eu.

Coliseu dos Quadrinhos- Qual gibi que mais acompanhou a sua vida naquela época?
Robson Marone- A primeira coleção foi Turma da Mônica do Mauricio; eu e minha irmã gostávamos muito. Em 1988, ganhei de presente da minha mãe a primeira HQ e heróis, foi uma “Super aventuras Marvel”, que tinha a morte do Sasquatch e também nesse ano conheci a clássica revista brasileira de terror “Calafrio”, dos mestres Rodolfo Zalla e Colonnese, depois vieram Batman, Super-Homem, mas sempre comprava esporadicamente ou lia na casa de um amigo que era colecionador das antigas. Nos anos 90, comecei a colecionar X-Men, Hulk, Batman, Wolverine e algumas do selo Imagem. No final dos anos 90 parei de colecionar e passei uns anos apenas comprando uma ou outra. Atualmente tenho dado uma atenção carinhosa para HQs independentes nacionais.

Coliseu dos Quadrinhos- Que tipo de conteúdo precisa ter nos quadrinhos para prender a sua atenção?
Robson Marone- Eu gosto de histórias que mesclam aventura, ação, terror com umas doses de slash. Fale sobre mitologias, referências a cultura pop tudo bem amarrado, não importando se o personagem central é homem ou mulher e principalmente, que a história não seja tendenciosa ou queira agradar determinados grupos ou minorias para dar uma de politicamente correta!

Coliseu dos Quadrinhos- Qual personagem de gibi você acha que vai perpetuar por mais gerações?
Robson Marone- Batman é o cara e tem muito conteúdo para explorar!

Coliseu dos Quadrinhos- O que você acha do mercado autoral independente de quadrinhos?
Robson Marone- Esse mercado tem muito potencial e precisa urgentemente de mais incentivos e espaços para essa turma mostrar a sua qualidade; tem muita gente boa nesse mercado independente, mas às vezes eles são deixados de lado ou menosprezados até pela turma mais conhecida do meio.

Coliseu dos Quadrinhos- Qual quadrinista você gostaria de ter como vizinho?
Robson Marone- Watson Portela, além de ser um grande e verdadeiro mestre das HQs nacionais, é um cara que esbanja humildade e respeito.

Coliseu dos Quadrinhos- Como foi o processo e criação e produção da série "Mundo das Trevas"?
Robson Marone- No início dos anos 90, comecei a fazer pesquisas sobre mitologias e folclore de outras partes do mundo e fiquei muito impressionado com o que descobri e comecei a perceber que certas entidades do nosso folclore se assemelhavam com outras de vários lugares do mundo.
Quando eu estava com o projeto embrionário de “Mundo das Trevas”, pensei que misturar todas as mitologias e crenças em uma história de aventura seria interessante e também as histórias que meus avós e meu velho pai (que já foi embora descansar) me contavam quando eu era criança ajudou muito com a inspiração. O processo de produção da obra foi realizado em sua maioria artesanalmente, usando papel Canson A4 de gramatura 180, lapisera, canetas nanquins descartáveis, hidrográficas, marca textos e lápis de cor. Utilizei poucos recursos digitais e depois de passar por várias dificuldades de encontrar gráficas no Pará, finalmente consegui contato com a Editora Universo de São Paulo, de propriedade do Gil Mendes, criador do Lorde Kramus, que deu um grande apoio, no final de novembro de 2015 a revista foi lançada.

Coliseu dos Quadrinhos- Como é a sua rotina de marketing e divulgação artística?
Robson Marone- As redes sociais hoje são as granes ferramentas de divulgação do trabalho do artista independente e também sempre estou participando de feiras e eventos relacionados a quarinhos e artes aqui em Belém do Pará.

Coliseu dos Quadrinhos- Qual a sua experiência mais marcante que teve com o público?
Robson Marone- No último evento da semana do quadrinhos nacional no início do ano, foi muito legal. As pessoas vieram para conhecer melhor minhas HQs, muitas revistas foram comercializadas, entrevistas para a TV local e sites, foto com o público que se tornou fã da minha obra, foi muito divertido. É isso que dá mais forças para continuar, apesar das dificuldades.
(Robson fez a versão monstro dos mascotes do Coliseu dos Quadrinhos!)



Coliseu dos Quadrinhos- Há algum projeto artístico em andamento que queira nos contar?
Robson Marone- Sim, temos a continuação de “Mundo das Trevas”, que estou prestes a lançar com muito mais ação e novos personagens. O anjo Abdiel vai ter muito trabalho contra as forças das trevas e também outra HQ que estou produzindo paralelamente chamado “A Trindade”, que tem roteiro do Robert Eloy e vai mostrar um crossover entre o meu personagem, o anjo caído Abdiel, o Tenente Garras do próprio Robert Eloy e a Ágata, a caçadora do quadrinista Gildo Cavenaghi. Essa nova HQ vai ter muita porrada; ta um pouquinho atrasada, mas logo sai!

Coliseu dos Quadrinhos- Que sonho artístico realizaria se ganhasse na loteria?
Robson Marone- Abrir um estúdio com toda a estrutura para trabalhar e empregar mais artistas e também uma editora de médio porte para eu ter controle total sobre minhas criações.

Coliseu dos Quadrinhos- Que conselho daria para quem está ingressando na carreira de quadrinista?
Robson Marone- Pratique muito, desenhe bastante, leia, pesquise e não se deixe abater pelas dificuldades que o quadrinista independente enfrenta; resista e uma hora vai dar certo. Não mude seus princípios para agradar A ou B, seja sempre original.

Coliseu dos Quadrinhos- Quais os meios de contato (e-mails, sites, blogs, redes sociais, etc) para os leitores conhecerem você, suas obras e projetos?
Robson Marone- A página oficial do Facebook:
https://www.facebook.com/mundotrevas
O blog da editora independente:
http://editorarmafcb.blogspot.com.br/


Grande abraço, turma!


Por Leo Vieira

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Tagarelando: Alexandre César

Ele é veterano no mercado editorial infantil e de cultura pop, onde trabalhou como assistente de Gérson Conforto em livros infantis e na revista "Mad". Foi também colaborador nas revistas "História em Quadradinhos" e "Quadrinhos Tristes". Trabalhou mais com cenografia, adereços e maquetes em cinema e TV. Foi um dos colaboradores de Arturo Uranga no seu filme"Era Uma Vez" e em "O Noviço Rebelde". Atualmente, ele dá aulas no SeNAC de prótese dentária e faz adereços para publicidade e eventos e colaborou com o site "3 Velhos Nerds".
Com vocês, Alexandre César!


Coliseu dos Quadrinhos- Alexandre, como foi sua infância e adolescência? Os quadrinhos fizeram parte na sua rotina?
Alexandre César- Cresci na primeira metade da  minha infância em Barros Filho, na zona oeste. Posteriormente me mudei para Madureira, Méier, Piedade, Campinho, até Coelho Neto, onde estou até hoje. Fui um garoto tímido, gordinho e imaginativo, tendo tido a minha cota de bulliyng, até decidir que deveria fortalecer o meu corpo, e por tabela o espírito para encarar o mundo.
Funcionou em parte... Sempre acompanhei quadrinhos, mas só passei a colecionar de fato a partir da adolescência. A TV no início foi a minha principal influência, acompanhei o Cap. Aza, Cap. Furacão, e tudo que veio nesse rodo: os heróis Marvel, os desenhos da Hanna-Barbera, os seriados do Gerry Anderson e do Irwin Allen, Superman com o George Reeves, Vigilante Rodoviário, National Kid, Agentes Fantasma, Ultraman/ Ultraseven e os outros heróis japoneses, além do imbatível Batman do Adam West... Só descobri Jornada nas Estrelas e os clássicos filmes de horror da Universal e da Hammer na adolescência. Sempre tentei criar as coisas que imaginava mais em 3 dimensões do que em 2, vindo daí a minha habilidade para asartes plásticas...

Coliseu dos Quadrinhos- Qual gibi que mais acompanhou a sua vida naquela época?
Alexandre César- Lia direto os gibis da Disney, Hanna-Barbera e do Maurício de Souza. Vez ou outra acompanhava Marvel e DC. Anos mais tarde descobri a Mad e depois a Marvel, graças ao "Cai-duro", uma banca de revistas usadas, que na época vendia a um preço baratissimo, permitindo-me começar o meu acervo. Lá consegui coisas incríveis como obras de Hal Foster, Alex Raymond,a maior parte da Kripta, que era um puta portfólio da Warren Publishing e... a maior parte de 5 X Infinitus de Esteban Maroto. Bons tempos tolos e inocentes...

Coliseu dos Quadrinhos- Que tipo de conteúdo precisa ter nos quadrinhos para prender a sua atenção?
Alexandre César- Para mim o quadrinho tem que ser LEGAL em sua proposta, seja ela qual for. Se for nostálgico, que assuma isso até a medula, se for erótico,  que não tenha vergonha disso, se for transgressor, que não hesite ante nada, se for horror, que pinge sangue... Tem que se assumir como uma história bem contada, com personagens definidos e sabendo usar os recursos da narrativa. Quadrinhos têm que ser quadrinhos e não " cinema impresso", para isso existe a fotonovela...

Coliseu dos Quadrinhos- Qual personagem de gibi você acha que vai perpetuar por mais gerações?
Alexandre César- Acho que os pilares da Marvel e da DC devem ficar ainda por um bom tempo graças aos filmes, seriados e animações. Nestes casos os quadrinhos servem apenas para manter a propriedade intelectual corporativa da marca, visando mídias mais lucrativas...

Coliseu dos Quadrinhos- O que você acha do mercado autoral independente de quadrinhos?
Alexandre César- Como observo mais de longe, torço para que o momento continue permitindo surgirem mais talentos com propostas pessoais, e que o mercado resista às mazelas da economia e possa absorve-los.

Coliseu dos Quadrinhos- Como foi a sua experiência nos livros infantis e na Revista Mad?
Alexandre César- Trabalhei como assistente de Gerson Conforto. Trabalhava a lápis, marcando e esboçando as páginas e detalhando os fundos baseado nas referências. As primeiras duas semanas foram terríveis pois eu fazia uma coisa e ele desfazia, tendo de recomeçar. Depois que entendi a cabeça dele e como ele via as coisas, não tive mais problemas, sendo reconhecido pelo próprio Gerson como o melhor assistente que ele teve. O dinheiro era pouco mas aprendi muito...

Coliseu dos Quadrinhos-  Você contou que está afastado do meio. O que o motivaria a voltar ao mercado?
Alexandre César- Eu não sei dizer se cheguei a entrar no mercado de fato. Foram muitas coisas sem continuidade, o que desmotiva. Queria poder fazer o que bem quisesse sem interferência editorial. Tive uma experiência desagradável na "História em Quadradinhos" que me marcou até hoje. Nem sei se ainda tenho algo a contar que esta geração atual queira ouvir. Queria poder ser transgressor e politicamente incorreto, mas o momento político atual está demasiado polarizado e algumas coisas que eu queria fazer seriam facilmente mal interpretadas...

Coliseu dos Quadrinhos-  Há algum projeto seu engavetado que você tem vontade de por em prática?
Alexandre César- Tenho vários conceitos não colocados no papel, entre ficção-científica e aventura/ humor e algo de horror. Sinto potencial em alguns personagens,  demandando uma atualização. O problema como para todo criador, é criar e encontrar meios de sobrevivência para continuar criando. Este será sempre o maior desafio. Para cada coisa que escolhemos fazer, deixamos um universo de outras coisas de lado...

Coliseu dos Quadrinhos-  O que um quadrinista iniciante precisa evitar para não se decepcionar no mercado?
Alexandre César- Ser capaz de desapegar-se do trabalho. Entender que por mais amor que tenha a sua obra, por mais que o trabalho seja parte de você... ELE NÃO É VOCÊ. É um produto que cumprirá a sua missão se chegar ao leitor, gostando ele ou não... É claro que brigar pela sua remuneração e reconhecimento também está nesta equação. Sem um, o outro não caminha muito...

Coliseu dos Quadrinhos-  Qual seria o melhor meio de divulgação e marketing para um quadrinista iniciante e com poucos recursos?
Alexandre César- A internet aponta um novo universo de possibilidades, e se você se adaptar a este "admirável mundo novo", o resto será decorrência. Aprender outra língua, pelo menos o inglês, lhe dará mais condições de negociação e escolha de caminhos...

Coliseu dos Quadrinhos- Qual a sua experiência mais marcante que teve com o público?
Alexandre César- Uma vez que um cara me abraçou dizendo que o meu trabalho era demais e eu iria longe com ele, e um menino perguntando se no próximo número de "História em Quadradinhos" iria ter o Gancho, personagem meu sádico ao extremo...

Coliseu dos Quadrinhos- Qual quadrinista você gostaria de ter como vizinho?
Alexandre César- Creio que Jack Kirby, ou John Byrne, ou Esteban Maroto ou Al Williansom... Sei lá são tantos caras fantásticos que me influenciaram que fica difícil eleger um único... Esses quatro tem certa proeminência na fila...

Coliseu dos Quadrinhos- Que sonho artístico realizaria se ganhasse na loteria?
Alexandre César- Creio que seria criar algo como a Lucasfilm. Sempre fui mais um cara de projeto e execução do que meramente concepção. Sempre me identifiquei mais com Michelangelo do que com Da Vinci... É a minha vocação de trabalhador braçal..

Coliseu dos Quadrinhos- Quais os meios de contato (e-mails, sites, blogs, redes sociais, etc) para os leitores conhecerem você, suas obras e projetos?
Alexandre César- No momento estou sem Home-page, coisa que tive a uns anos atrás mas tinha poucos acessos. Estou no Facebook, no perfil Alexandre César, onde existem alguns álbuns com meus trabalhos ( não todos, pois estou colocando-os aos poucos no ar) nas áreas de adereços,  maquetes, cenografia e quadrinhos. O meu E-mail é alexsidious@yahoo.com.br
Espero que o meu testemunho tenha sido produtivo pois todos somos promessas, que às vezes se cumprem numa área e às vezes em outras completamente diferentes. O importante é continuar indo em frente, seja voando, correndo, caminhando ou até se arrastando. Siga em frente sempre. Isto é o que importa.

Por Leo Vieira

Colina- tira 14- Leo Vieira

Colina é uma coala muito arteira e criativa. Vive sonhando acordada e tudo é motivo para  
distração e brincadeiras. Ela é uma das guardiãs do Coliseu dos Quadrinhos.  Acompanhem suas 
travessuras nas páginas assinadas por Leo Vieira.

® Leo Vieira- Direitos Reservados

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Tagarelando: Omar Viñole

Nascido em Lisboa, Portugal, ele começou sua carreira no início dos anos 90, trabalhando em alguns estúdios como desenhista e arte-finalista.
Participou da produção e desenvolvimento dos personagens "Turma da Xuxinha" para licenciamento em 1997. Ele também desenvolve trabalhos com outros desenhistas tanto nas ilustrações como em Histórias em Quadrinhos.
Recebeu o prêmio Ângelo Agostini de melhor arte-finalista em 2003 e em 2015 pelo lançamento de “Yeshuah – Onde Tudo Está” participando como arte-finalista no álbum. Em 2009, recebeu o 
prêmio HQMix de melhor publicação independente especial pelo” Depois da Meia Noite”, em parceria com Laudo Ferreira. 
Produz a web tira do Coelho Nero desde 2009, seu trabalho solo. Teve três indicações pelo HQMix, web tiras (http://www.coelhonero.blogspot.com.br) e publicação de tiras (Coelho Nero – Coisas que um coelho pode te dizer).
Com vocês, Omar Viñole!


Coliseu dos Quadrinhos- Omar, como foi sua infância e adolescência? Os quadrinhos fizeram parte na sua rotina?
Omar Viñole- Sempre. Desde os quadrinhos da Mônica, Disney, Hanna Barbera e também assistia muito desenhos animados que passavam na TV.

Coliseu dos Quadrinhos- Qual gibi que mais acompanhou a sua vida naquela época?
Omar Viñole- Até meus 12 anos eram mais esses que citei. Não comprava sempre, e comprava de tudo um pouco.

Coliseu dos Quadrinhos- Que tipo de conteúdo precisa ter nos quadrinhos para prender a sua atenção?
Omar Viñole- Nessa época da infância qualquer coisa que fazia alguma referência a algum desenho que passava na TV ou o que gostava que tinha na banca quando via.

Coliseu dos Quadrinhos- Qual personagem de gibi você acha que vai perpetuar por mais gerações?
Omar Viñole- Acho que os que já duram por várias gerações, Batman, Superman, Mickey, Homem Aranha, Asterix. Aqui no Brasil a Mônica tá sempre conquistando novos leitores a décadas.

Coliseu dos Quadrinhos- O que você acha do mercado autoral independente de quadrinhos?
Omar Viñole- Acho muito bom. Nos meus anos que estou participando e vendo o mercado nunca vi tanta gente produzindo, e os artistas estão mais profissionais. Antes vc ficava profissional trabalhando pra uma editora, era o único caminho, hoje não, existem várias escolas de desenho, as pessoas podem trocar mais ideias num período mais rápido de tempo. Os artistas estão se profissionalizando mais. Pra fazer uma revista hoje é muito mais fácil que 20 anos atrás, que foi quando comecei a conhecer mais como funcionava as Histórias em Quadrinhos. Como era fazer, o que precisava. hoje tem várias possibilidades de vc fazer, produzir uma HQ independente.

Coliseu dos Quadrinhos- Qual quadrinista você gostaria de ter como vizinho?
Omar Viñole- Will Eisner, com certeza! rsrsrs

Coliseu dos Quadrinhos- Eu sou fã do seu personagem coelho Nero. Fale um pouco sobre ele. Você pretende um ia lançá-lo em animação também?
Omar Viñole- Obrigado, Leo! O Coelho Nero é um personagem que criei meio sem querer. Falando no telefone com minha noiva, na época namorada, estava rabiscando qualquer coisa no papel, sem pensar no que desenhava, e saiu a figura dele, na época era mais comprido o personagem.
Depois vi que a figura dele ficou legal, achei que tinha cara de personagem q podia fazer alguma coisa com ele. O Laudo me deu um toque de criar  algum quadrinho com ele. A ideia ficou uns dias queimando na cabeça e na época já tinha bastante quadrinhos, tiras em blog e pensei que podia fazer umas tiras colocando o que passava na minha cabeça na boca do coelho. E assim começou, algo bem descompromissado, até como algo pra fazer, desenhar, entre um trabalho de cor e arte-final que fazia pra outros desenhistas, queria fazer algum trabalho pra mim mesmo. Animação penso sim, mas preciso de tempo e grana ou alguém que queira entrar numa parceria pra fazer todo o processo que não é fácil e leva muito tempo. rsrs


Coliseu dos Quadrinhos- Você também participou, junto com Laudo Ferreira, de um projeto que eu tenho em meu acervo, a HQ Yeshuah, que é uma versão em quadrinhos da vida de Jesus. Como foi o processo de desenvolvimento e produção?
Omar Viñole- Eu já trabalhava com o Laudo com outros quadrinhos e ilustrações que fazíamos. Ele chegou com essa ideia de fazer uma HQ sobre Jesus, mas de uma forma que o assunto fosse abordado de uma outra forma, e claro topei pra fazer a arte-final pra ele. Toda a criação, roteiro e desenhos são dele. Foram 13 nos produzindo a HQ. Fizemos muitos outros quadrinhos enquanto íamos produzindo o Yeshuah. Na época foi um processo pra publicar, o mercado de quadrinho estava num momento bem fraco e era uma HQ com quase 500 páginas, não foi fácil achar uma editora que quisesse publicar ou que entendia a ideia da HQ porque quando se trata de Jesus ou as pessoas pensam em algo católico ou meio com um tom jocoso e o Laudo aborda a história de uma maneira única, séria, mas sem dogmas, mais humana e sem tirar a importância da figura que ele é. Mas depois de muito tempo a Devir procurou o Laudo pra publicar. Ela foi dividida em 3 partes, que já havia essa ideia antes da Devir, e enquanto os 2 primeiros volumes foram publicados terminamos a terceira parte. Ano passado a Devir publicou os 3 volumes numa edição de luxo, Yeshuah Absoluto.

Coliseu dos Quadrinhos- Como é a sua rotina de marketing e divulgação artística?
Omar Viñole- Putz. Isso é algo que preciso fazer melhor...ou começar a fazer, nem sei! rsrsrs Acho que sempre foi importante, mas hoje é muito mais porque você tem que estar visível pras pessoas conhecerem o seu trabalho. Eu sou bem tímido e não gosto muito de me expor, mas procuro enfrentar isso e vou em feiras de quadrinhos, participar de mesas de bate-papo, falar do meu trabalho, pra mim é bem complicado isso, mas tem que fazer. As redes sociais ajudam bastante,
mas tem que estudar como fazer, como divulgar nos sites, grupos, fanpage, etc. Sempre publico os meus trabalhos na minha página do face, twitter e as tiras do Coelho Nero publico no blog e vou replicando em todos os canais que tenho na net pra divulgar.

Coliseu dos Quadrinhos- Qual a sua experiência mais marcante que teve com o público?
Omar Viñole- Ah, tem vários, mas um que ficou mais na memória foi no FIQ em 2013 quando fui a primeira vez lá e lancei a coletânea de tiras do Coelho Nero “Coisas que um coelho pode te dizer” e um garoto comprou a revista quando não estava no estande do Petisco (não lembro se na época ainda era Quarto Mundo) e quando voltei mais tarde ele voltou só pra pegar meu autógrafo, achei muito legal, nem esperava isso, fiquei até emocionado, porque a gente vê essa situação com grandes autores e é legal quando uma criança volta porque pra ele é importante ter um autógrafo seu, é muito gratificante. Foi muito bacana.

Coliseu dos Quadrinhos- Há algum projeto artístico em andamento que queira nos contar?
Omar Viñole- Tô fazendo bastante coisa. pintando uma HQ do Pulsar do Arthur Garcia que o Alexandre Silva está editando, começando uma arte-final pro Samuel Bono, roteiro e criação do Renan Rivero pra uma HQ que vai pro catarse nesse mês de maio, vou desenhar uma HQ pro amigo Allan Albuquerque pro fim do ano, vou terminar de pintar uma das histórias de um novo volume dos Orixás do Alex Mir e tô preparando uma nova HQ de tiras do Coelho Nero pro fim do ano também. Espero conseguir fazer tudo e ter tempo de dormir! rsrs Ah e tem outra série de tiras que estou super hiper mega atrasado mas vou acabar até o fim do ano também! rsrs

Coliseu dos Quadrinhos- Que sonho artístico realizaria se ganhasse na loteria?
Omar Viñole- Não iria trabalhar mais! rsrsrsrs Queria poder publicar todas as ideias que tenho, iria chamar roteiristas, desenhistas pra poder fazer isso. Ou trabalhar com animação, um sonho que ainda quero realizar, vamos ver. rsrs

Coliseu dos Quadrinhos- Que conselho daria para quem está ingressando na carreira de quadrinista?
Omar Viñole- Ah, o mais importante, PERSISTÊNCIA, acho q é importante em qualquer área, mas aqui no Brasil tudo que é referente a artes, música, cinema, teatro, é mais difícil, mas hoje melhorou bastante, tem muitos meios de chegar no objetivo que a pessoa quer, mas tem q estudar muito, pesquisar, estar no meio, que consegue sim! rsrs

Coliseu dos Quadrinhos- Quais os meios de contato (e-mails, sites, blogs, redes sociais, etc) para os leitores conhecerem você, suas obras e projetos?
Omar Viñole- vamos lá: e-mail omarvinole@gmail.com  site: www.omarvinole.com.br  blogs:
http://coelhonero.blogspot.com.br/ e http://blogdobanda.blogspot.com.br/ face:
https://www.facebook.com/omar.vinole


Por Leo Vieira

Colina- tira 13- Leo Vieira

Colina é uma coala muito arteira e criativa. Vive sonhando acordada e tudo é motivo para
distração e brincadeiras. Ela é uma das guardiãs do Coliseu dos Quadrinhos.  Acompanhem suas
travessuras nas páginas assinadas por Leo Vieira.

® Leo Vieira- Direitos Reservados